terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Presente de aniversário.

Ao reler um texto percebi um erro, e questionei: óh quanta diferença faz nos sentidos a troca de uma letrinha, "eLa/eRa", curioso tal qual o erro do tempo verbal, que deve ter A VER com ansiedade, que atropela o raciocínio lógico...Rrr..ri, do rio, raso...choro engasgado cachoeira abaixo.

Tudo isso para perguntar: conhece o Philip? Quem? O Philip com PH. O velhinho é um estrondo, desses que são som e fúria. Deveria conhecer, o sobrenome dele é, acho que é, Glass. E se teletransportar, vai de elevador. Leva uns lencinhos no bolso e ver nu que dá. 

sábado, 24 de dezembro de 2016

O poder mágico do café!


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...mal acordada brotam lágrimas diante das cores da TV. Talvez seus sons, algumas mensagens afetivas de natal, um sorriso marginal que despertou alguma lembrança ou sonho de dias melhores. Agarrei-me ao terço da minha mãe, velho, castigado, marrom e tão forte. Não por ter fé, tenho pouca, mas pela sensação confortável daquelas contas passando pelos meus dedos finos e lentos. Ao certo a incerteza de por quê isso e de pronto mais lágrimas e paz. Sinto uma exortação, um esvaziar do próprio vazio momentâneo. O trânse é interrompido por mais vozes da mãe dizendo algo sobre a cozinha e cozinhar, da TV falando coisas que não me detive. Respondo algo que também escapam aos sentidos. Penso no poder do café, mal acordada e volto ao banheiro, arranco as roupas e canto, um canto meu, uma invenção qualquer, algo que gravo e sigo inventando o quê chamo de música. Isso alegra e preenche, pois arromba as portas dos meus sonhos mais íntimos, profundos, genuínos ao passo que bobos. O quê se busca encontra-se eternizado em si, tal qual um poder mágico. 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Registro

Estraguei tudo. É só o quê sei fazer isso. The end. 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

A cena


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Não sei porque, mas sempre em movimento, em trânsito como epicentro. Estava andando pela rua distraída, sem muito me deter a nenhum pensamento, segurava um livro que estava lido até a metade, tinha acabado de atingir a página 150, 50 laudas só no consultório médico.  Meu objetivo era chegar a banca de revistas. Nos esbarramos, o livro caiu das mãos, nos abaixamos para pegá-lo e nesse ato nos entre olhamos pela primeira vez, ali vi um brilho intenso e dissemos ao mesmo tempo “desculpa”. Levantamos e acenei com a cabeça um sim, de tudo bem, nos demos as costas e logo viramos, também ao mesmo tempo, as cabeças para trás, mesmo os nossos corpos indo, os nossos olhares tramavam ficar um pouco mais. Milésimos de segundos, tempo suficiente para eu me apaixonar (não posso falar por ela, mas penso que foi recíproco). Parei e me voltei em sua direção, ela viu e parou ao meu sinal. Troquei algumas palavras dizendo ela que meu gesto parecia loucura, mas mesmo assim eu iria arriscar e pedi seu número de WhatsApp. Não existia mais coração em mim, mas um liquidificador velocidade máxima, não deu para conter o suor frio e as mãos trêmulas, algo bem primeiro amor, desses que falta oxigênio no cérebro e dificulta o processamento das ideias. Outros milésimos de segundos, verdadeira eternidade.  Ela disse “tudo bem” e foi dizendo o número. O nervoso aumentou e mesmo com as vistas embaçadas conseguir digitar e salvar na minha agenda. Nos despedimos com o meu obrigada e sinalização de que a mandaria uma mensagem. Dali em diante a euforia e o medo me invadiram, com mil “sis” na cabeça e o coração galopante. Esqueci da banca de jornal, entrei em um jardim, avistei uma sombra e sentei embaixo da árvore. Precisava respirar. 

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Dos tempos 18: revolver...


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É horrível se ver pelas lentes do outro, assim forjar-se uma imagem de quem tu és! Ah, a mais negativa possível. Aquela imagem escrota que nem merecia o status de ser humano, mas, enfim você reconhece, se identifica na lama, como escória putrefata. E não para aí. Você faz o mesmo com tudo em volta, é sim, projeta suas frustrações nos outros, no outro, nela. A batalha da vida posta. Os sentidos são desvendados, tal qual os abutres que farejam carniças à quilômetros. A vida é isso? Conviver é isso? Eu devo está mesmo numa bad! A bad do século! Eu estava tomando café e ela foi falando sem parar, disparou: você é arrogante! Chata! Insuportável! É difícil conviver com você! As vezes canso de ser humilhada e tenho vontade de ir embora. Me comparou com outra pessoa: você diz que ela é grossa?! E você? Briga sem motivos, leva tudo no peito, não tem senso de humor! Você deveria aproveitar seu estudo e melhorar esse seu lado! Você não é fácil! O que quer, morrer sozinha?! E foi assim, que a saga do meu comportamento esquizofrênico dos últimos dias foi cuspido na minha cara! Ela só faltou dizer que sou egoísta! Não, neguei nada. Confirmei! Eu não presto e pior tenho um comportamento destrutivo com tudo e todos a volta. Desconfio seriamente que não sei amar e reluto em ser amada, seja por quem for. Triste, porém confortável. Me isolo, fico em silêncio, não ouso a entrar nas redes sociais, aproveito o frio e ouço músicas, vejo filmes, leio, durmo, como e a vida basta. Também penso, mesmo sem querer, em tudo que sei sobre mim, alguns fleshs de memória do que me disseram ou ouvi nesses últimos dias brotam, e teimam em ficar, se contraem e expandem tipo enxaqueca de ressaca. Os retruco e os afasto, sufoco, não quero guardá-los, quero esquecer. Mas penso: faz análise. Tenho ouvido muito isso. Mas, para quê? Nunca simpatizei com isso, tenho pavor a estranhos! Pavor. Antes eu achava que quem tem amigos não precisam de analista. Quem gosta de escrever também não. Quem tem mãe também não. Mas, não está funcionando mais. Porém, me recuso, chego a odiar essa ideia. Nunca tive medo do desconhecido como algo novo, experiência nova e desafiadora, mas em relação a isso, sempre fui reticente. Pergunto: o que temo? Que me faça bem? Que eu fique dependente? Que finalmente eu encontre o caminho do meio e cresça e abandone todas as amarras que me sufocam agora. Tatuei um passarinho no braço, e ainda quero um balão, ambos sinalizam a liberdade, a esperança, se achar sem destino, só viver, sem esperar nada, de nada, de ninguém, só presenciar. Mas, ainda estou na gaiola, a portinhola ta aberta, mas estou encostado nas grades, triste, amofinado,  só...eu sei de tudo isso...Eu voltei pela quarta vez lá, naquela ilha, e me dei conta que sempre ocorre algo de muito ruim quando lá estou, cheguei a comentar o quanto isso me incomodava e como não sabia o que me deixava tão transtornada. Todos gostam de lá, do clima, dos ares e possibilidades. Não, que não goste, eu gosto bastante, mas lá eu vejo pessoas que simplesmente revoltam a  minha existência só por existir! Isso é patético e óbvio ao mesmo tempo para um sonhador. Lá o passarinho ver borboletas e questiona sua beleza, sagacidade e se pergunta, enfaticamente, e por quê só você que não avoa? Atordoado em si, moribunda na gaiola pesada que comprime os restos da paz. Para sua sorte, ela é uma flor, e seu coração, abrigam ela, o passarinho e mundo, com um altruísmo selvagem, que nos dá medo e rende lágrimas. O que está certo? Nada, a vida, que segue, entre mau trados e bondades. 

Algo de Bia, algo de Joana, algo de algo...

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Dos tempos 17.

Vamos lá.


Há uns três dias que sinto um cheiro de chulé! Aqui dessa posição que me deito na cama. Quarto frio, amplo. Mas, não tenho chulé! O que pode ser? Se não passar até eu voltar irei investigar. Mas, o que pode ser? Uma bola de mofo gigante, que pelo odor já teve ter tomado o colchão. Nossa, como isso é nojento, um campo de futebol de botão em forma de mofo! Idiota, não? Agora, o mofo vira ideia fixa, e penso que qualquer dia não acordarei mais, pois o mofo da cama me cobrirá como fez com o colchão e morrerei asfixiada! Um tanto dramático. Agora me sinto nauseada e entalada pela ideia fixa e paralisante do mofo. Acredite é uma sensação horrível, uma verdadeira bad! Viagem ruim, e ás vezes, penso que sem volta. Sobretudo, rs, palavra engraçada! Quando não controlo mais os pensamentos. E ao escrever lembro o tanto que gostava de escrever. E que uma dia quis escrever um livro. A vontade aumentou depois que conheci o Caio, não, não era qualquer Caio, mas o Caio F....é, ele mesmo o Caio Fernando de Abreu! Sabe que não consigo lembrar como o conheci, mas lembro que foi um dos melhores encontros da minha vida. Alguém que finalmente traduzia o que eu sentia calada e de forma subterrânea. Ele via e vivia tudo que vivi e queria viver. Até a dor, de forma disfarçada sobre o admitir-se amar. Metafórico, viajado, o quê foram aqueles seres de luz naquele conto do Ovo Apunhalado? Tudo era estranho e curiosamente atraente. Cada palavra atravessada por sensações! Tesão. Nem Jorge Amado conseguiu arrancar de mim algo parecido (só anos bem depois eu entenderia porquê!). A sensação mais apropriada, talvez seja, excitação. Conexão. Ele escrevia o que eu pensava. E eu me envolvia cada vez mais. Até que: passamos a esconder o meu maior segredo. Ou seria abrigar, ou seria compartilhar. Na época eu estava apaixonada. E ela também parecia estar. Ambas o amávamos. Parecia mesmo um triângulo amoroso. Ela também queria escrever um livro. Nós éramos jovens e até tentei escrever um livro. Coisas do amor. Um livreco sem pé nem cabeça. Para começar nem existia uma “história” propriamente dita; Eu achava que simplesmente tinha que acontecer. Brotar dos sentimentos e deixar os dedos fluírem. Tipo sexo lésbico selvagem. Aquilo parecia um vício! Não, não o sexo lésbico (isso é o paraíso), mas aquela química entre eu, ela e o Caio F., Samambaia, uns dos contos dele, ou crônica, das que mais gostávamos. Eu tinha audácia, gostava de arriscar e me achava muito boa ( um tipo pseudo intelectual juvenil, pela carga de leitura, até que passava, mas nunca fui isso e Joel Rufino, outro caro, me ajudou a confirmar anos depois que nunca fui, nem serei uma intelectual – outro que pensa o que eu sempre pensei). Ela ainda elogiava uma poesia e outra que escrevia, ou música, só de lembrar sinto vergonha o tão patético que era, eu era letrista! Ou achava que era! Cantora de banda de rock. Gente, agora entendo o que é a verdadeira amizade e até mesmo o amor! As pessoas que ouviam aquilo, que eu chamava de música, deviam me amar...e por que? Putz, eram porcarias adolescescas! E psináticas!!!  O fato é que nunca tive talento, apenas um pouco de imaginação! E muito sonho! Falando assim, me dá tristeza. Acho que parei com tudo isso. Ou melhor, abandonei. Quando eu tinha os cabelos grandes, me recordo de um brinco de pena indígena que comprei dos pataxós na faculdade, que eu simplesmente amava! Algo atípico, pois nunca gostei de nada ornamental e feminino. Usei por anos, até que os perdi, nem sei como. Sentia falta, doeu até, só que esqueci. Era como uma mácula. Se si apegar sumirá! Pois bem, repetidamente vivia perdendo os brincos que gostava. Não sei como, com as pessoas também é um pouco assim. Amigos, familiares, amores. Meu eterno desleixo. Desconfio que não gosto de outras gentes. Ou que não gosto de mim. E falo apenas por obrigação. Odeio falar, principalmente quando falo demais. Esse homo. Humano demasiadamente humano.  Nunca li. O odor persiste no ar. Não virarei o colchão. O mofo vigora no inverno.

Antagonista de Alexandra.  

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Dos tempos 16: Combinado!


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De ano em ano apareço por aqui. Não está escrito, não houve pacto, nem mesmo velado. Algo me atraí a este baú de recordações, ou seria invenções? Não sei (minha frase mais comum!). Mas, sinto, meu peito acelera e minha respiração fica ofegante, aqui reúno todas vocês (paixões, amores, frustrações, raivas, dores...tudinho!). Se fossem retalhos teríamos mesmo uma colcha linda de tão colorida! Os dedos correm rápido pelo teclado. Meus pés, seguem gelados. A sensação é quase a mesma, estranheza, confusão, paixão...o que resultará? Não sei (outra vez).  Sinto que cavo o poço com as mãos e cada vez mais sou atraída para dentro dele. E o pior é que arrasto tudo ao redor. Aiai, coisas que persistem, esse comportamento destrutivo e asfixiante. Não adianta reinventar, parece erva daninha, quanto mais corta, mais cresce. Esses dias, pensei em viajar. Mas, ainda me nego a fazer planejamentos, embarco numa furada! Só deu certo uma vez, por que já nem sei! Exceto por eu ter estragado algo que seria uma bela amizade de verão, sol, cachoeira e a maçã mais gostosa da minha vida. Parecia um sonho, até que foi, mas a ansiedade destrutiva fincou a unha rasgando tudo. Ah isso doeu. Minha capacidade de ser infantil se supera! Como agora: eu a pressiono, a sufoco, ajo como uma idiota insensível, egoísta que parece que não passou por isso! Chego a ser cruel. Ela se culpa, tenta entre um desabafo e outro achar o erro (em si). Reconheço minha maldade, na verdade, esquizofrenia, a peço que não se culpe ou se desculpe (se repete)! Ela não compreende, afinal adora contestar tudo, e isso não me ajuda, me estressa, e meto os pés pelas mãos, ou melhor, não seguro os pensamentos, a língua e falo (o desnecessário). Ela revida, diz que sou grossa, chata (demasiadamente chata! - que horror, se ver pelas lentes do outro!), eu me calo. Fico pensando, por que estamos nessa?! Reflito friamente: você deixou de gostar de mim, essa de dizer que não presta e que mereço alguém melhor, que me faça feliz! Ah, isso é um sinal apocalíptico dos fins dos tempos! A essa altura, ela se sente louca e eu também (tenho a sensação que a minha história se repete! Evito revelar isso, seria o fim!). Não acho que é por mal, nem meu, nem dela. Sou cética quanto a isso, parece mesmo que os sentimentos mudam, se transformam e o que foi um dia já não dá para ser mais (eu vivi isso com uma  bela estrelinha e a amizade prevaleceu e não sobrou mágoas, o melhor dos fins!). Eu disse que teríamos que ter coragem para reconhecer isso, só disse, porque eu mesma não tenho! Ela me perguntou se eu era feliz do lado dela: eu fugi, disse coisas vagas, do tipo: a felicidade é relativa! Ter a decisão na mão é tudo que não queremos ter! Como disse o Pequeno Príncipe: somos responsáveis pelo que cativamos! Pois é, por saber disso, que exitamos em decidir. Covardia. Eu também disse que ela poderia decidir e saber o que era melhor para si, como também disse, que a decisão seria nossa! Estrangulamento que me desarma quando ela disse, não sei se por sentir ou se apegar ao que temos: só tenho certeza de uma coisa, que te amo e que quero continuar com você! Ela também já me disse que a incomoda saber que o que me prende a ela é esse amor. Quando ela diz, não saber o que está acontecendo consigo ou que gosta de mim como sou! Eu me desespero, pois eu pressinto o que seja, ela nega (confusão total, sabotagem nossa)...Aos poucos ela acorda, aos poucos eu adoeço. É um paradoxo. Imagine uma corda e a correnteza. Ambas precisão se salvar e uma depende da outra. Nesse momento já não importa quem está no mar ou quem está em terra firme. Uma se afoga e perde as forças, a outra perde as forças e vai sendo arrastada para dentro do mar. E agora Joana? Me sinto uma bruxa.