Tive que te conhecer para me dar conta de coisas sobre mim que havia abandonado. Coisas que me disse de você e eu simplesmente me vi. Tive que te ouvir, te ler, quando te vi, segui vendo, mas para você não fora o que foi para mim. Não te culpo. Agradeço. Eu sofro de adivinhação. A cada identificação: eu chutei: sobre você ser minha "alma gêmea". Nem diga o quão cafona eu sou, por em poucas palavras já por as cartas do meu destino a mesa assim. E para completar o seu sorriso! Sorriso que lembrava o do meu segundo amor platônico. Pessoa, que só de lembrar minhas bochechas fazem covinhas de felicidade - e ela, nem sabe, que eu existo...como devem ser os amores platônicos. Já você, vulga "alma gêmea", nem esperou esquentar em meu peito o que escapava dos meus dedos, dedos, dedos, que você soube aproveitar...tentei, juro que tentei, me deliciar com os seus, mas não deu...havia algo desconexo com os nossos corpos, algo que não estabelecia diálogo apesar do atrito e do afago. Eu não consegui te fazer um bom cafuné, porém amei tocar os seus cabelos e sentir o cheiro e perguntar do seu shampoo! Pois é...o silêncio nos sufocou! Mas, você me dizer que não é de dizer, você me dizer que não é de interagir, ou de sair, você me dizer que curte musicais, você me dizer ser chata e problemática, dizer que faz terapia e que não consegue concentrar para escrever, embora ame, ame ler e presentear livros, dizer que tem dois irmãos e poucos amores, paixões e amigos, que prefere dormir a ir para balada, que tem medo de pegar a estrada...que gosta do conforto da sua casa e dos sucos da casa da sua melhor amiga e me dizer que não esta preparada, que ainda não, e agradecer pela "aventura"...mesmo sendo tímida, e mesmo tendo odiado o barulho da cama e a falta de box no banheiro...moça, você disse tanto! Disse mais e eu encanto...qual sua fruta favorita? Banana! - ah, odeio manga! hum...eu amo manga! - é minha fruta sexual favorita! Moça, você disse tanto...tanto que eu queria ficar te ouvindo em silêncio...eu quis o silêncio, porque eu ainda estava apaixonada! Moça, você cavou minha cova e fez o que jamais saberá por mim: fez acabar o chorare! Acabou o chorare...Você se foi e eu não pude ficar...admiro sua coragem para não deixar eu sofrer por você! E assim, ela me ganhou para vida ^.^
Através desse espaço compartilharei inquietações criativas. Músicas, poesias, frases soltas, resenhas de A à Z. Viagens sobre a interpretação que faço do mundo. Abertas ao julgo de todos.
quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
Presente de aniversário.
Ao reler um texto percebi um erro, e questionei: óh quanta diferença faz nos sentidos a troca de uma letrinha, "eLa/eRa", curioso tal qual o erro do tempo verbal, que deve ter A VER com ansiedade, que atropela o raciocínio lógico...Rrr..ri, do rio, raso...choro engasgado cachoeira abaixo.
Tudo isso para perguntar: conhece o Philip? Quem? O Philip com PH. O velhinho é um estrondo, desses que são som e fúria. Deveria conhecer, o sobrenome dele é, acho que é, Glass. E se teletransportar, vai de elevador. Leva uns lencinhos no bolso e ver nu que dá.
Tudo isso para perguntar: conhece o Philip? Quem? O Philip com PH. O velhinho é um estrondo, desses que são som e fúria. Deveria conhecer, o sobrenome dele é, acho que é, Glass. E se teletransportar, vai de elevador. Leva uns lencinhos no bolso e ver nu que dá.
sábado, 24 de dezembro de 2016
O poder mágico do café!
...mal acordada brotam lágrimas diante das cores da TV. Talvez seus sons, algumas mensagens afetivas de natal, um sorriso marginal que despertou alguma lembrança ou sonho de dias melhores. Agarrei-me ao terço da minha mãe, velho, castigado, marrom e tão forte. Não por ter fé, tenho pouca, mas pela sensação confortável daquelas contas passando pelos meus dedos finos e lentos. Ao certo a incerteza de por quê isso e de pronto mais lágrimas e paz. Sinto uma exortação, um esvaziar do próprio vazio momentâneo. O trânse é interrompido por mais vozes da mãe dizendo algo sobre a cozinha e cozinhar, da TV falando coisas que não me detive. Respondo algo que também escapam aos sentidos. Penso no poder do café, mal acordada e volto ao banheiro, arranco as roupas e canto, um canto meu, uma invenção qualquer, algo que gravo e sigo inventando o quê chamo de música. Isso alegra e preenche, pois arromba as portas dos meus sonhos mais íntimos, profundos, genuínos ao passo que bobos. O quê se busca encontra-se eternizado em si, tal qual um poder mágico.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
A cena
Não sei porque, mas sempre em movimento, em trânsito como
epicentro. Estava andando pela rua distraída, sem muito me deter a nenhum
pensamento, segurava um livro que estava lido até a metade, tinha acabado de
atingir a página 150, 50 laudas só no consultório médico. Meu objetivo era chegar a banca de revistas.
Nos esbarramos, o livro caiu das mãos, nos abaixamos para pegá-lo e nesse ato
nos entre olhamos pela primeira vez, ali vi um brilho intenso e dissemos ao
mesmo tempo “desculpa”. Levantamos e acenei com a cabeça um sim, de tudo bem,
nos demos as costas e logo viramos, também ao mesmo tempo, as cabeças para
trás, mesmo os nossos corpos indo, os nossos olhares tramavam ficar um pouco
mais. Milésimos de segundos, tempo suficiente para eu me apaixonar (não posso
falar por ela, mas penso que foi recíproco). Parei e me voltei em sua direção,
ela viu e parou ao meu sinal. Troquei algumas palavras dizendo ela que meu
gesto parecia loucura, mas mesmo assim eu iria arriscar e pedi seu número de
WhatsApp. Não existia mais coração em mim, mas um liquidificador velocidade
máxima, não deu para conter o suor frio e as mãos trêmulas, algo bem primeiro
amor, desses que falta oxigênio no cérebro e dificulta o processamento das
ideias. Outros milésimos de segundos, verdadeira eternidade. Ela disse “tudo bem” e foi dizendo o número. O
nervoso aumentou e mesmo com as vistas embaçadas conseguir digitar e salvar na
minha agenda. Nos despedimos com o meu obrigada e sinalização de que a mandaria
uma mensagem. Dali em diante a euforia e o medo me invadiram, com mil “sis” na
cabeça e o coração galopante. Esqueci da banca de jornal, entrei em um jardim,
avistei uma sombra e sentei embaixo da árvore. Precisava respirar.
quarta-feira, 29 de junho de 2016
Dos tempos 18: revolver...
É horrível se ver pelas lentes do outro, assim forjar-se uma imagem de quem tu és! Ah, a mais negativa possível. Aquela imagem escrota que nem merecia o status de ser humano, mas, enfim você reconhece, se identifica na lama, como escória putrefata. E não para aí. Você faz o mesmo com tudo em volta, é sim, projeta suas frustrações nos outros, no outro, nela. A batalha da vida posta. Os sentidos são desvendados, tal qual os abutres que farejam carniças à quilômetros. A vida é isso? Conviver é isso? Eu devo está mesmo numa bad! A bad do século! Eu estava tomando café e ela foi falando sem parar, disparou: você é arrogante! Chata! Insuportável! É difícil conviver com você! As vezes canso de ser humilhada e tenho vontade de ir embora. Me comparou com outra pessoa: você diz que ela é grossa?! E você? Briga sem motivos, leva tudo no peito, não tem senso de humor! Você deveria aproveitar seu estudo e melhorar esse seu lado! Você não é fácil! O que quer, morrer sozinha?! E foi assim, que a saga do meu comportamento esquizofrênico dos últimos dias foi cuspido na minha cara! Ela só faltou dizer que sou egoísta! Não, neguei nada. Confirmei! Eu não presto e pior tenho um comportamento destrutivo com tudo e todos a volta. Desconfio seriamente que não sei amar e reluto em ser amada, seja por quem for. Triste, porém confortável. Me isolo, fico em silêncio, não ouso a entrar nas redes sociais, aproveito o frio e ouço músicas, vejo filmes, leio, durmo, como e a vida basta. Também penso, mesmo sem querer, em tudo que sei sobre mim, alguns fleshs de memória do que me disseram ou ouvi nesses últimos dias brotam, e teimam em ficar, se contraem e expandem tipo enxaqueca de ressaca. Os retruco e os afasto, sufoco, não quero guardá-los, quero esquecer. Mas penso: faz análise. Tenho ouvido muito isso. Mas, para quê? Nunca simpatizei com isso, tenho pavor a estranhos! Pavor. Antes eu achava que quem tem amigos não precisam de analista. Quem gosta de escrever também não. Quem tem mãe também não. Mas, não está funcionando mais. Porém, me recuso, chego a odiar essa ideia. Nunca tive medo do desconhecido como algo novo, experiência nova e desafiadora, mas em relação a isso, sempre fui reticente. Pergunto: o que temo? Que me faça bem? Que eu fique dependente? Que finalmente eu encontre o caminho do meio e cresça e abandone todas as amarras que me sufocam agora. Tatuei um passarinho no braço, e ainda quero um balão, ambos sinalizam a liberdade, a esperança, se achar sem destino, só viver, sem esperar nada, de nada, de ninguém, só presenciar. Mas, ainda estou na gaiola, a portinhola ta aberta, mas estou encostado nas grades, triste, amofinado, só...eu sei de tudo isso...Eu voltei pela quarta vez lá, naquela ilha, e me dei conta que sempre ocorre algo de muito ruim quando lá estou, cheguei a comentar o quanto isso me incomodava e como não sabia o que me deixava tão transtornada. Todos gostam de lá, do clima, dos ares e possibilidades. Não, que não goste, eu gosto bastante, mas lá eu vejo pessoas que simplesmente revoltam a minha existência só por existir! Isso é patético e óbvio ao mesmo tempo para um sonhador. Lá o passarinho ver borboletas e questiona sua beleza, sagacidade e se pergunta, enfaticamente, e por quê só você que não avoa? Atordoado em si, moribunda na gaiola pesada que comprime os restos da paz. Para sua sorte, ela é uma flor, e seu coração, abrigam ela, o passarinho e mundo, com um altruísmo selvagem, que nos dá medo e rende lágrimas. O que está certo? Nada, a vida, que segue, entre mau trados e bondades.
Algo de Bia, algo de Joana, algo de algo...
sexta-feira, 24 de junho de 2016
Dos tempos 17.
Vamos lá.
Há uns três dias que sinto um cheiro de chulé! Aqui dessa
posição que me deito na cama. Quarto frio, amplo. Mas, não tenho chulé! O que
pode ser? Se não passar até eu voltar irei investigar. Mas, o que pode ser? Uma
bola de mofo gigante, que pelo odor já teve ter tomado o colchão. Nossa, como
isso é nojento, um campo de futebol de botão em forma de mofo! Idiota, não?
Agora, o mofo vira ideia fixa, e penso que qualquer dia não acordarei mais, pois
o mofo da cama me cobrirá como fez com o colchão e morrerei asfixiada! Um tanto
dramático. Agora me sinto nauseada e entalada pela ideia fixa e paralisante do
mofo. Acredite é uma sensação horrível, uma verdadeira bad! Viagem ruim, e ás
vezes, penso que sem volta. Sobretudo, rs, palavra engraçada! Quando não
controlo mais os pensamentos. E ao escrever lembro o tanto que gostava de
escrever. E que uma dia quis escrever um livro. A vontade aumentou depois que
conheci o Caio, não, não era qualquer Caio, mas o Caio F....é, ele mesmo o Caio
Fernando de Abreu! Sabe que não consigo lembrar como o conheci, mas lembro que
foi um dos melhores encontros da minha vida. Alguém que finalmente traduzia o
que eu sentia calada e de forma subterrânea. Ele via e vivia tudo que vivi e
queria viver. Até a dor, de forma disfarçada sobre o admitir-se amar.
Metafórico, viajado, o quê foram aqueles seres de luz naquele conto do Ovo
Apunhalado? Tudo era estranho e curiosamente atraente. Cada palavra atravessada
por sensações! Tesão. Nem Jorge Amado conseguiu arrancar de mim algo parecido
(só anos bem depois eu entenderia porquê!). A sensação mais apropriada, talvez
seja, excitação. Conexão. Ele escrevia o que eu pensava. E eu me
envolvia cada vez mais. Até que: passamos a esconder o meu maior segredo. Ou
seria abrigar, ou seria compartilhar. Na época eu estava apaixonada. E ela
também parecia estar. Ambas o amávamos. Parecia mesmo um triângulo amoroso. Ela
também queria escrever um livro. Nós éramos jovens e até tentei escrever um
livro. Coisas do amor. Um livreco sem pé nem cabeça. Para começar nem existia
uma “história” propriamente dita; Eu achava que simplesmente tinha que
acontecer. Brotar dos sentimentos e deixar os dedos fluírem. Tipo sexo lésbico
selvagem. Aquilo parecia um vício! Não, não o sexo lésbico (isso é o paraíso),
mas aquela química entre eu, ela e o Caio F., Samambaia, uns dos contos dele, ou
crônica, das que mais gostávamos. Eu tinha audácia, gostava de arriscar e me achava muito boa ( um tipo pseudo intelectual juvenil, pela carga de leitura,
até que passava, mas nunca fui isso e Joel Rufino, outro caro, me ajudou a
confirmar anos depois que nunca fui, nem serei uma intelectual – outro que pensa o que eu sempre pensei). Ela ainda
elogiava uma poesia e outra que escrevia, ou música, só de lembrar sinto
vergonha o tão patético que era, eu era letrista! Ou achava que era! Cantora de
banda de rock. Gente, agora entendo o que é a verdadeira amizade e até mesmo o
amor! As pessoas que ouviam aquilo, que eu chamava de música, deviam me
amar...e por que? Putz, eram porcarias adolescescas! E psináticas!!! O fato é que nunca tive talento, apenas um
pouco de imaginação! E muito sonho! Falando assim, me dá tristeza. Acho que
parei com tudo isso. Ou melhor, abandonei. Quando eu tinha os cabelos grandes,
me recordo de um brinco de pena indígena que comprei dos pataxós na faculdade,
que eu simplesmente amava! Algo atípico, pois nunca gostei de nada ornamental e
feminino. Usei por anos, até que os perdi, nem sei como. Sentia falta, doeu até,
só que esqueci. Era como uma mácula. Se si apegar sumirá! Pois bem, repetidamente
vivia perdendo os brincos que gostava. Não sei como, com as pessoas também é um
pouco assim. Amigos, familiares, amores. Meu eterno desleixo. Desconfio que não
gosto de outras gentes. Ou que não gosto de mim. E falo apenas por obrigação.
Odeio falar, principalmente quando falo demais. Esse homo. Humano demasiadamente
humano. Nunca li. O odor persiste no ar.
Não virarei o colchão. O mofo vigora no inverno.
Antagonista de Alexandra.
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