segunda-feira, 23 de junho de 2014

Não, eu não escrevo mais!



Por que?

Poderia dizer: falta amor e consequentemente falta dor!

Mas, na real: falta é tempo!

Eu adoro escrever, e escrever a reflexão dos meus sentimentos é a minha especialidade. Também não escrevo mais porque cansei de escrever sobre o “tédio”, algo que torna a escrita maçante!

Talvez falte mais paixão, rs...parei com essas coisas, acho que estou a crescer sentimentalmente...

Um dia darei continuidade a minha ‘seção’ – dos tempos! Porque é sobre fases da vida, momentos, envolvendo diferentes eu (s) e inventados eu (s) (vários deles) e isso me agrada!

Enfim, para escrever, além de tempo e paixão, preciso deixar fluir a imaginação – algo que também gosto muito (pense em uma viagem sem destino certo, nunca sei onde vou parar só sei que vou indo, me deixando levar)!


Então, não sei quando retornarei a escrever aqui! Não sei mesmo! Mas um dia voltarei ^.^

Sobre a imagem: achei essa imagem navegando na internet, salvei, ela me atraiu de uma forma! Perceba que a leveza da moça se confunde com o evaporar da fumaça que sai da sua boca. Ela fuma, e, isso atualmente me atraí (dane-se o politicamente correto e a saúde). Me fascina a fumaça sendo exalada da boca. E a tatuagem no seu braço, rosas vermelhas, algo que contrasta com o tom da sua pele, quase pálida. Algo que curto, tenho e me atraí igualmente. Mas o ponto alto da imagem é o olhar: seus olhos semi serrados numa espécie de transe, introspecção, embebida em pensamentos firmes e aparentemente vagos. O resto da imagem poderia ser apagada, o olhar se torna o centro de tudo. O sustentáculo do que está a volta - inclusive o resto do seu lindo corpo, coberto pela sexy lingerie preta, o que suaviza mais ainda a sua languidez. O olhar, lateja de suspense: e faz da moça: atração fatal.

Vê-la é deixar fluir a imaginação, que não se esgota na busca tola de atingir o seu mistério. A imagem foi por mim significada. Ultrapassou: a forma, a estética, o culto ao belo. Me tocou. Tornou um ser em si e para si: é e impacta pelo que para mim passou a ser (paixão): paixão transformadora! E contudo: fez com que eu escrevesse novamente! Com toda viagem imaginativa que me é peculiar. Surgiu do nada e resultou nisso! Enfim: quando a inspiração não aparece, eis que se quisermos, temos que inventá-la. Então: o amor e a dor, também são criações necessárias para seguir na agonia prazerosa de viver! Que venha a escrita!!!    

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Só uma palavra espremida






Amor. Tudo que saí esta nesta palavra espremida. Amor. O que sobrou. Amor. Não sei se ainda presas  (as borboletas) no estômago ou em forma de nó na garganta. Amor. Pode ainda está sufocado em um peito ainda estrangulado. Amor. Restos de uma fotografia repartida em mil tacos e estes espalhados dentro de caixinhas e estas jogadas em esconderijos camuflados em uma penumbra relutante. Amor. Outras bocas em uma busca incansável do mesmo beijo. Amor. Lembranças torturantes no cair das tardes. Amor. Usar os sites de busca na esperança de saber alguma notícia. Amor. Achar um papel amarelado e no verso um nome completo com dois números de celular, CPF, RG, endereço, e-mail. Amor. Do achado concreto o mundo desabar, fazendo entrar em erupção uma angústia que a custo adormecia. Amor. Sentir o sangue circulando nas veias e os olhos saindo faíscas, tal qual, estivesse mediante a você e não apenas diante das lembranças tão remotas. Amor. Cegueira. Amor. Atrapalhar o raciocínio e usá-lo a favor do impulso do momento. Amor. Ligar ou não ligar. Amor. Liguei. Amor. Cada chamada um soco no estômago. Amor. E se atender. Amor. Falarei algo, o que. Amor. Não direi nada quero apenas ouvir a sua voz, sem que saiba que sou eu. Amor. E caso eu ouça a sua voz, será que aguentarei só ouvi-la. Amor. Vai atende logo. Amor: Após o sinal deixe seu recado na caixa de mensagens. Amor. Ufa, foi melhor assim. Amor. Droga eu ia fazer a merda do ano. Amor. Sempre faço merda. Amor. Estava demorando. Amor. Droga. Amor. Por que não te esqueço. Amor. Óh céus, me ajuda senhor. Amor. E o pior é que nem deve lembrar que eu existo. Amor. Eu sou patética. Amor. Devo sofrer de carência aguda. Amor. E ainda me gabo da solidão. Amor. Tá vendo como não ia dá certo. Amor. Será que vou morrer te amando. Amor. Isso não é drama é pura tragédia. Amor. Volta para mim. Amor. Diz que também se lembra. Amor. Que sente saudades. Amor. Não vai acontecer. Amor. Eu sei. Amor. Continuará sendo só uma palavra espremida. Amor. Agora tenho dificuldade de escrevê-la, pronuncia-la, vê-la, senti-la. Amor. Só.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Dos tempos 14.





Beber café se tornou angustiante. Olhei fixo e perplexo para aquele líquido ralo dentro da caneca. Eu vi seus olhos negros, de um brilho opaco, distante, perdidos e angustiados dentro do próprio tormento de si. Eu te vi naquilo que mais me aquece e conforta ultimamente. Triste é que parece que a tua doença me infectou. Pois a única verdade é que nunca gostastes de café. E a sua descrição do hálito do outro de café me causava ânsias de vômitos em outrora. Mas, era o mesmo descaso e frieza de agora. É eu não te culpo e nem poderia, o engano foi todo meu. Sim, sim aquela canção “Meu erro foi crer que está ao seu lado bastaria...”. Nada basta se não existe mais amor. Nem carinho. Nem piedade. Nem culpa. Nem dor. É fatal. É visceral.  É humano. Perder o interesse. É humano, mentir e manipular os próprios sentimentos. Cinicamente  nos foge o controle não é mesmo? E aqui cabe bem a frese “não estava nada planejado”...e não estava mesmo...quiçá a desfaçatez e nada mais.

Erros e tentativas de Marcio. 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Dos tempos 13.





É possível brincar com fogo e não se queimar? Rs...até conhecer Alexandra, eu achava que não...mas desde a primeira vez que ela apareceu disposta a brincar sem se queimar eu passei a acreditar nisso! Não sei, mas mesmo ela sendo o oposto do que eu sou, às vezes, é surpreendente, como eu consigo escondê-la e depois voltar a ser eu. Sem graça, sonsa...sem cor e sem sabor! Já ela, é intensa, vibrante, multicor e bem saborosa...a como é! Porque ainda sinto seu último gosto na minha boca, ela desperta uma mistura de café, cigarro, uísque barato, chocolate e coca-cola...tudo junto! Seu cheiro transborda suor, bem mais que perfume, e não é suor seu...é suor misturado dela com outros...algo que induz a gozo, prazer...sexo, muito sexo sem pudor, sem moral e bem gostoso! Eu não sei o que lhe dá, mas num ínterim muito tênue, eu não sou mais eu e ela me invade, toma conta e me transborda! Quem não a conhece, até eu mesma, quando volto a mim, a considero vulgar, puta, insana, inconsequente...mas ela é simplesmente leve, livre e com toda malícia se faz límpida, transparente, natural, cativa e encantadora. Ela simplesmente é! É feliz, é bela, é sexy e linda! Porque ela se vê assim...e a imagem que eu e os demais fazem dela...não a abalam, não a afetam...ela não passa por a gente, ela causa, ela dança sem som no ar...se remexe da cabeça aos pés em cada passo que dá...e isso, abala!!! Abala o chão, o ar, as pessoas e tudo mais em volta...e isso de cara limpa, sem maquiagem ou pó, sem roupa decotada e sem pernocas torneadas! Fisicamente, ela nem chama atenção é e não é a mulher brasileira cheia de curvas, mas sua áurea é a chama!!! Ela é o fogo e queima tudo envolta, exceto eu, eu sou imune as suas labaredas e isso me irrita!!! Essa duplicidade, essa cortina de hipocrisia...eu minto para mim mesma e nem a admito para ninguém além de mim!!! Eu escondo e sufoco a única coisa que ainda me mantém viva. Ela. E só ela, Alexandra!


Por Madalena.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Notícias


"Não sei por que, não sinto falta do sol,
 só sei que o vento frio daqui,
 fez quietar,
 a poeira do passado.

O passado era um nó estrangulado,
num peito só,
que em voltas,
girava e se perdia embasbacado.

Sim, lhe soava insano,
a falta de chão e de esperança
no olhar.

É verdade, que não chovia,
nem ventava como agora.
E lá, o sol brilhava,
lindo, vivo, transbordante
com tanto fervor,
até nos fins da tarde,
sua despedida castigava-me
feito balsamo em tela frescor,
de pinceladas de Van Gogh.

Acelerava e sorria,
mas também chorava,
dentro da triste fantasia.

E agora? Mesmo sem sol,
mas nem por isso com menos
suor,
o calento amanhecia.

E de tempos em tempos,
a lenda, no peito pulava,
pulsa firme e tenra,
de alegria!

Adeus é um Deus,
permeado de magia!"

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Dos tempos 12.



É verdade, o dito popular que diz que o tempo cura tudo e faz esquecer também. Eu acrescentaria que o tempo e a distância mata a dor, a saudade e até a lembrança. Lembrança que antes, quando respirávamos o mesmo ar era tão constante. Agora, depois de tantos anos que passaram e com o acúmulo da idade, a imagem da jovem Duda Duarte é cada vez mais pueril. A bem da verdade é que depois que eu soube que ela havia se mudado do país, aquele resto de sentimento, do primeiro amor foi teimando em desaparecer – aos poucos é verdade. Eu casei, constitui família, mergulhei no trabalho e quando ela aparecia sorrateira na minha memória, meu peito comprimia no compasso das lembranças. É verdade não durou muito, mas foi intenso, por acaso – e eu sempre gostei do acaso! Hoje quando a lembrança vem, me pergunto, será que tudo seria diferente ao lado dela? Será que teríamos filhos? E será que estes já teriam nos dado netos? São tantos ‘serás’ que nunca terão respostas, porque o que não foi, não é e nunca será? Este será derradeiro sim é certo!

João Jorge