De ano em ano apareço por aqui. Não está escrito, não houve pacto, nem mesmo velado. Algo me atraí a este baú de recordações, ou seria invenções? Não sei (minha frase mais comum!). Mas, sinto, meu peito acelera e minha respiração fica ofegante, aqui reúno todas vocês (paixões, amores, frustrações, raivas, dores...tudinho!). Se fossem retalhos teríamos mesmo uma colcha linda de tão colorida! Os dedos correm rápido pelo teclado. Meus pés, seguem gelados. A sensação é quase a mesma, estranheza, confusão, paixão...o que resultará? Não sei (outra vez). Sinto que cavo o poço com as mãos e cada vez mais sou atraída para dentro dele. E o pior é que arrasto tudo ao redor. Aiai, coisas que persistem, esse comportamento destrutivo e asfixiante. Não adianta reinventar, parece erva daninha, quanto mais corta, mais cresce. Esses dias, pensei em viajar. Mas, ainda me nego a fazer planejamentos, embarco numa furada! Só deu certo uma vez, por que já nem sei! Exceto por eu ter estragado algo que seria uma bela amizade de verão, sol, cachoeira e a maçã mais gostosa da minha vida. Parecia um sonho, até que foi, mas a ansiedade destrutiva fincou a unha rasgando tudo. Ah isso doeu. Minha capacidade de ser infantil se supera! Como agora: eu a pressiono, a sufoco, ajo como uma idiota insensível, egoísta que parece que não passou por isso! Chego a ser cruel. Ela se culpa, tenta entre um desabafo e outro achar o erro (em si). Reconheço minha maldade, na verdade, esquizofrenia, a peço que não se culpe ou se desculpe (se repete)! Ela não compreende, afinal adora contestar tudo, e isso não me ajuda, me estressa, e meto os pés pelas mãos, ou melhor, não seguro os pensamentos, a língua e falo (o desnecessário). Ela revida, diz que sou grossa, chata (demasiadamente chata! - que horror, se ver pelas lentes do outro!), eu me calo. Fico pensando, por que estamos nessa?! Reflito friamente: você deixou de gostar de mim, essa de dizer que não presta e que mereço alguém melhor, que me faça feliz! Ah, isso é um sinal apocalíptico dos fins dos tempos! A essa altura, ela se sente louca e eu também (tenho a sensação que a minha história se repete! Evito revelar isso, seria o fim!). Não acho que é por mal, nem meu, nem dela. Sou cética quanto a isso, parece mesmo que os sentimentos mudam, se transformam e o que foi um dia já não dá para ser mais (eu vivi isso com uma bela estrelinha e a amizade prevaleceu e não sobrou mágoas, o melhor dos fins!). Eu disse que teríamos que ter coragem para reconhecer isso, só disse, porque eu mesma não tenho! Ela me perguntou se eu era feliz do lado dela: eu fugi, disse coisas vagas, do tipo: a felicidade é relativa! Ter a decisão na mão é tudo que não queremos ter! Como disse o Pequeno Príncipe: somos responsáveis pelo que cativamos! Pois é, por saber disso, que exitamos em decidir. Covardia. Eu também disse que ela poderia decidir e saber o que era melhor para si, como também disse, que a decisão seria nossa! Estrangulamento que me desarma quando ela disse, não sei se por sentir ou se apegar ao que temos: só tenho certeza de uma coisa, que te amo e que quero continuar com você! Ela também já me disse que a incomoda saber que o que me prende a ela é esse amor. Quando ela diz, não saber o que está acontecendo consigo ou que gosta de mim como sou! Eu me desespero, pois eu pressinto o que seja, ela nega (confusão total, sabotagem nossa)...Aos poucos ela acorda, aos poucos eu adoeço. É um paradoxo. Imagine uma corda e a correnteza. Ambas precisão se salvar e uma depende da outra. Nesse momento já não importa quem está no mar ou quem está em terra firme. Uma se afoga e perde as forças, a outra perde as forças e vai sendo arrastada para dentro do mar. E agora Joana? Me sinto uma bruxa.
Através desse espaço compartilharei inquietações criativas. Músicas, poesias, frases soltas, resenhas de A à Z. Viagens sobre a interpretação que faço do mundo. Abertas ao julgo de todos.
quinta-feira, 23 de junho de 2016
Dos tempos 16: Combinado!
De ano em ano apareço por aqui. Não está escrito, não houve pacto, nem mesmo velado. Algo me atraí a este baú de recordações, ou seria invenções? Não sei (minha frase mais comum!). Mas, sinto, meu peito acelera e minha respiração fica ofegante, aqui reúno todas vocês (paixões, amores, frustrações, raivas, dores...tudinho!). Se fossem retalhos teríamos mesmo uma colcha linda de tão colorida! Os dedos correm rápido pelo teclado. Meus pés, seguem gelados. A sensação é quase a mesma, estranheza, confusão, paixão...o que resultará? Não sei (outra vez). Sinto que cavo o poço com as mãos e cada vez mais sou atraída para dentro dele. E o pior é que arrasto tudo ao redor. Aiai, coisas que persistem, esse comportamento destrutivo e asfixiante. Não adianta reinventar, parece erva daninha, quanto mais corta, mais cresce. Esses dias, pensei em viajar. Mas, ainda me nego a fazer planejamentos, embarco numa furada! Só deu certo uma vez, por que já nem sei! Exceto por eu ter estragado algo que seria uma bela amizade de verão, sol, cachoeira e a maçã mais gostosa da minha vida. Parecia um sonho, até que foi, mas a ansiedade destrutiva fincou a unha rasgando tudo. Ah isso doeu. Minha capacidade de ser infantil se supera! Como agora: eu a pressiono, a sufoco, ajo como uma idiota insensível, egoísta que parece que não passou por isso! Chego a ser cruel. Ela se culpa, tenta entre um desabafo e outro achar o erro (em si). Reconheço minha maldade, na verdade, esquizofrenia, a peço que não se culpe ou se desculpe (se repete)! Ela não compreende, afinal adora contestar tudo, e isso não me ajuda, me estressa, e meto os pés pelas mãos, ou melhor, não seguro os pensamentos, a língua e falo (o desnecessário). Ela revida, diz que sou grossa, chata (demasiadamente chata! - que horror, se ver pelas lentes do outro!), eu me calo. Fico pensando, por que estamos nessa?! Reflito friamente: você deixou de gostar de mim, essa de dizer que não presta e que mereço alguém melhor, que me faça feliz! Ah, isso é um sinal apocalíptico dos fins dos tempos! A essa altura, ela se sente louca e eu também (tenho a sensação que a minha história se repete! Evito revelar isso, seria o fim!). Não acho que é por mal, nem meu, nem dela. Sou cética quanto a isso, parece mesmo que os sentimentos mudam, se transformam e o que foi um dia já não dá para ser mais (eu vivi isso com uma bela estrelinha e a amizade prevaleceu e não sobrou mágoas, o melhor dos fins!). Eu disse que teríamos que ter coragem para reconhecer isso, só disse, porque eu mesma não tenho! Ela me perguntou se eu era feliz do lado dela: eu fugi, disse coisas vagas, do tipo: a felicidade é relativa! Ter a decisão na mão é tudo que não queremos ter! Como disse o Pequeno Príncipe: somos responsáveis pelo que cativamos! Pois é, por saber disso, que exitamos em decidir. Covardia. Eu também disse que ela poderia decidir e saber o que era melhor para si, como também disse, que a decisão seria nossa! Estrangulamento que me desarma quando ela disse, não sei se por sentir ou se apegar ao que temos: só tenho certeza de uma coisa, que te amo e que quero continuar com você! Ela também já me disse que a incomoda saber que o que me prende a ela é esse amor. Quando ela diz, não saber o que está acontecendo consigo ou que gosta de mim como sou! Eu me desespero, pois eu pressinto o que seja, ela nega (confusão total, sabotagem nossa)...Aos poucos ela acorda, aos poucos eu adoeço. É um paradoxo. Imagine uma corda e a correnteza. Ambas precisão se salvar e uma depende da outra. Nesse momento já não importa quem está no mar ou quem está em terra firme. Uma se afoga e perde as forças, a outra perde as forças e vai sendo arrastada para dentro do mar. E agora Joana? Me sinto uma bruxa.
domingo, 19 de julho de 2015
Covardia!
"Gargalhando e sorrindo de agonia
Se acaso eu chorar não se espante
O meu riso e o meu choro não têm planos
Eu canto a dor, o amor, o desengano
E a tristeza infinita dos amantes"
(Agalopado, Alceu Valença)
A chuva descia mansa no céu, seu corpo nudo, no meu pouco
carnudo, encaixados de um grude leve do clima tropical. Eu por baixo, tu por
cima. De fora se via a sombra da forma dos nossos corpos tremula a balançar,
projetada nas paredes em um vai e vem desassossegado de nós. O palpitar do seu
coração batia dentro do meu. A luz da lua nossos olhos invadia. E você sussurrou
mansinha: “Não foge, mas o mundo podia acabar agora!”. Em seguida o trovão rachou um raio que queimou as flores do nosso quintal. Nosso enlace do susto se
desfez, não teve aperto de abraço pra juntar. O que a loucura não persistia, a razão tola de
cada dia toma lugar.
sábado, 27 de junho de 2015
Dos tempos 15.

Antônia, ela não é tão intensa quanto seu nome induz pensar,
mas nesse pouco tempo já está a dominar meus pensamentos, com toda fúria de uma
paixão distraída! Já ela me acha intensa, e ainda não nos vimos, isso parece
tão piegas! E machista! É pensar ser o máximo só porque outra pessoa lhe
retribui atenção. Também soa imaturo, como esse verde espinhoso, que a maioria
dos homens másculos portam. Uma tal vaidade! É vaidade de leão! Que faz de tudo
para abater sua presa, que “só pela atenção” parece fácil. Lamentável. Depois
de tanto tempo sem amar, eis que me apaixono, ou penso que me apaixonei, ou
simplesmente afago o ego tentador da confiabilidade da conquista. Tolo demais.
Eis das coisas que sei que não posso enfiar os pés pelas mãos, mas enfiarei. Eu
estou evitando termos picantes, não quero que ela pense que é só sexo. Mas desconfio
que não sei o que é. Eu deveria imaginar cada centímetro do seu corpo nu antes
de transarmos. Mas ainda estou preso aos beijos. O que quero? Explodo de
curiosidade a cada insinuação. Ela me atiça, eu finjo não perceber, recuou,
depois volto ao ponto de partida com força. Não pensei em “vai e vem”, não com
ela! Pensei em algo em 3 ou 4D. Que ela me surpreenda e que eu não broche, seja
lá porque motivo for! Rezarei por isso!
Avante, Marcio! Levante! rs...
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Escatológica!
“...é que arde o medo, onde o amor ardia...” (Viajante, Ney
Matogrosso)
Senti minhas partes íntimas piscarem contraídas em si,
involuntariamente. Músculos! Como podem agir por conta própria e sem contexto?
Sem mirar objetos de desejos? Sem nenhum estímulo criativo? Será que assim como
a pele flácida das minhas pálpebras essas outras partes minhas igualmente me
fogem? És fuga ou escape? As partes se rebelam e me escapam de sentidos. É mais
espantoso do que espetacular! Sempre me assusto com esses golpes corpóreos – meus
pequenos e grandes lábios contraídos involuntariamente e reverberando nas pregas do meu cú!
Totalmente obsceno! Você sabe o que é isso? Não jogue pedras, caso não saiba!
Me é totalmente obsceno.
“...tirado os panos das paredes com todos os disfarces, tudo
fica feio...” Caio F.
Sinto esse constante pulsar na vulva, como se quisesse
expulsar algo que nem sei (o que é). Continua seca o que reforça o involuntário
do ato, indesejável, persistente.
Treme, treme, treme-se toda. Cachorra epiléptica...late,
late, late sem raiva, sem tapa, só eu ouço e o resto escapa. Bach, Bach, Bach
acalma essa danada! Que só Jazz, que só Jazz...descontrolada, diz o que eu não
quero saber!
“...qualquer coisa intensa como um grito...” Caio F.
Inspirado em: Sobre sete, documentário de Bruno Polidoro.
2013.
Imagem de Gustave Courbet, A origem do mundo.
Um dia depois, de passados um ano! Feliz coincidência!
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Não, eu não escrevo mais!
Por que?
Poderia dizer: falta amor e consequentemente falta dor!
Mas, na real: falta é tempo!
Eu adoro escrever, e escrever a reflexão dos meus
sentimentos é a minha especialidade. Também não escrevo mais porque cansei de
escrever sobre o “tédio”, algo que torna a escrita maçante!
Talvez falte mais paixão, rs...parei com essas coisas, acho
que estou a crescer sentimentalmente...
Um dia darei continuidade a minha ‘seção’ – dos tempos!
Porque é sobre fases da vida, momentos, envolvendo diferentes eu (s) e
inventados eu (s) (vários deles) e isso me agrada!
Enfim, para escrever, além de tempo e paixão, preciso deixar
fluir a imaginação – algo que também gosto muito (pense em uma viagem sem
destino certo, nunca sei onde vou parar só sei que vou indo, me deixando
levar)!
Então, não sei quando retornarei a escrever aqui! Não sei
mesmo! Mas um dia voltarei ^.^
Sobre a imagem: achei essa imagem navegando na internet, salvei, ela me atraiu de uma forma! Perceba que a leveza da moça se confunde com o evaporar da fumaça que sai da sua boca. Ela fuma, e, isso atualmente me atraí (dane-se o politicamente correto e a saúde). Me fascina a fumaça sendo exalada da boca. E a tatuagem no seu braço, rosas vermelhas, algo que contrasta com o tom da sua pele, quase pálida. Algo que curto, tenho e me atraí igualmente. Mas o ponto alto da imagem é o olhar: seus olhos semi serrados numa espécie de transe, introspecção, embebida em pensamentos firmes e aparentemente vagos. O resto da imagem poderia ser apagada, o olhar se torna o centro de tudo. O sustentáculo do que está a volta - inclusive o resto do seu lindo corpo, coberto pela sexy lingerie preta, o que suaviza mais ainda a sua languidez. O olhar, lateja de suspense: e faz da moça: atração fatal.
Vê-la é deixar fluir a imaginação, que não se esgota na busca tola de atingir o seu mistério. A imagem foi por mim significada. Ultrapassou: a forma, a estética, o culto ao belo. Me tocou. Tornou um ser em si e para si: é e impacta pelo que para mim passou a ser (paixão): paixão transformadora! E contudo: fez com que eu escrevesse novamente! Com toda viagem imaginativa que me é peculiar. Surgiu do nada e resultou nisso! Enfim: quando a inspiração não aparece, eis que se quisermos, temos que inventá-la. Então: o amor e a dor, também são criações necessárias para seguir na agonia prazerosa de viver! Que venha a escrita!!!
Vê-la é deixar fluir a imaginação, que não se esgota na busca tola de atingir o seu mistério. A imagem foi por mim significada. Ultrapassou: a forma, a estética, o culto ao belo. Me tocou. Tornou um ser em si e para si: é e impacta pelo que para mim passou a ser (paixão): paixão transformadora! E contudo: fez com que eu escrevesse novamente! Com toda viagem imaginativa que me é peculiar. Surgiu do nada e resultou nisso! Enfim: quando a inspiração não aparece, eis que se quisermos, temos que inventá-la. Então: o amor e a dor, também são criações necessárias para seguir na agonia prazerosa de viver! Que venha a escrita!!!
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Só uma palavra espremida
Amor. Tudo que saí esta nesta palavra espremida. Amor. O que
sobrou. Amor. Não sei se ainda presas (as borboletas) no estômago ou em forma de nó
na garganta. Amor. Pode ainda está sufocado em um peito ainda
estrangulado. Amor. Restos de uma fotografia repartida em mil tacos e estes
espalhados dentro de caixinhas e estas jogadas em esconderijos camuflados em
uma penumbra relutante. Amor. Outras bocas em uma busca incansável do mesmo
beijo. Amor. Lembranças torturantes no cair das tardes. Amor. Usar os sites de
busca na esperança de saber alguma notícia. Amor. Achar um papel amarelado
e no verso um nome completo com dois números de celular, CPF, RG, endereço,
e-mail. Amor. Do achado concreto o mundo desabar, fazendo entrar em erupção uma
angústia que a custo adormecia. Amor. Sentir o sangue circulando nas veias e os
olhos saindo faíscas, tal qual, estivesse mediante a você e não apenas diante das
lembranças tão remotas. Amor. Cegueira. Amor. Atrapalhar o raciocínio e usá-lo a
favor do impulso do momento. Amor. Ligar ou não ligar. Amor. Liguei. Amor. Cada
chamada um soco no estômago. Amor. E se atender. Amor. Falarei algo, o que.
Amor. Não direi nada quero apenas ouvir a sua voz, sem que saiba que sou eu.
Amor. E caso eu ouça a sua voz, será que aguentarei só ouvi-la. Amor. Vai
atende logo. Amor: Após o sinal deixe seu recado na caixa de mensagens. Amor. Ufa,
foi melhor assim. Amor. Droga eu ia fazer a merda do ano. Amor. Sempre faço
merda. Amor. Estava demorando. Amor. Droga. Amor. Por que não te esqueço. Amor.
Óh céus, me ajuda senhor. Amor. E o pior é que nem deve lembrar que eu existo.
Amor. Eu sou patética. Amor. Devo sofrer de carência aguda. Amor. E ainda me
gabo da solidão. Amor. Tá vendo como não ia dá certo. Amor. Será que vou morrer
te amando. Amor. Isso não é drama é pura tragédia. Amor. Volta para mim. Amor.
Diz que também se lembra. Amor. Que sente saudades. Amor. Não vai acontecer.
Amor. Eu sei. Amor. Continuará sendo só uma palavra espremida. Amor. Agora
tenho dificuldade de escrevê-la, pronuncia-la, vê-la, senti-la. Amor. Só.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
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