ora, ora, ora...quem é vivo...é, aparece, sempre aparece. como eu e as paixões. sobre elas fiz promessa de "nunca mais", porque elas queimam como brasa e no meu caso, ficam anos, décadas acesas como um vício do qual, eu dependente química não consigo me livrar. e como se livrar de um vício? com novas drogas, paixões, amores, vícios. e assim, como a insônia do momento, ela veio. ela, elas, sempre vem. comigo isso é fácil. meus olhos parecem imãs, e pior, quando os dela também. eu não sei o quê dizer. ela também não. não podemos. mas, mais do quê os nossos olhos, nossos corpos queimam. eu a quero. e sinto o mesmo. uma loucura qualquer. penso no que tenho a perder. ela deve pensar no que tem a ganhar. a dificuldade é enorme. o risco também. eu só não quero que isso seja um blefe. se sentir louca é normal. os tempos. as ordens. nada tá no lugar mesmo. então: porque eu deveria exigir o contrário.
Através desse espaço compartilharei inquietações criativas. Músicas, poesias, frases soltas, resenhas de A à Z. Viagens sobre a interpretação que faço do mundo. Abertas ao julgo de todos.
domingo, 19 de maio de 2019
domingo, 3 de junho de 2018
...faz sentido sim...
você já viu um espelho quebrado? melhor, você já tentou juntar os pedacinhos do mesmo? Isso é possível? Vamos lá...eu vou tentar, pegar com meus dedos desprotegidos e grudar, sem me machucar, com sangue e cuspe e talvez com suor também, cada pedaço...como? is a question? Ahh...eu sou mais que a minha imaginação fértil e bem mais do que as fases da lua que me pressionam diariamente. Eu vou mostrar a permanência. Vou mostrar como é dançar nas bordas do círculo da loucura. E digo: sóbria. Porque a maior droga da minha vida é justo o que faz meu coração pulsar e com os mesmos dedos sujos dos cacos enfiados nos olhos e talvez em outros buracos do my body!!! Nada disso é confortável. Parecer patética. Dizer EU TE AMO - em destaque! É como dirigir embaixo de chuva tropical, numa estrada desconhecida e cheia de curvas...se frear aquaplanagem, se acelerar tem que ter a técnica para não ser jogada fora da pista, se por ventura deixar a mão escorregar do volante pode parar na pista contrária e se passar a marcha errada incompatível com a velocidade ou força exigida? Da pra sentir? O tanto de coisa que pode ocorrer, em um curto intervalo de tempo? Coisas que a gente nem dá conta...E o que cê sabe? Com o que cê pode contar para se manter paciente? Firme nessa estrada? Que você quer muito sentir que consegue chegar...por que ela mexe com os sonhos mais íntimos. Não tenho seguro, não tenho pneu reserva e se tivesse, não sei usar o macaco...existe um manual...mas, eu cansei de teorias e acho que tenho que viver. Concentrando eu consigo. Eis a cola.
sexta-feira, 20 de abril de 2018
...não faz sentido...
...minha ansiedade, ter me apaixonado por Jazz, entrar em discussões políticas na academia entre um peso e outro, juntar pilhas de papéis, escrever em varias fontes secretas e trancar tudo em cofres com senhas indecifráveis, delirar após tomar alguns copos de café, não lembrar dos nomes e rostos e de letras de músicas completas, querer trazer medalhas, saber fazer baliza e meia embreagem...quanta merda! Minha dor de barriga matinal é uma merda só e a dor de cabeça semanal por falta de alguma substância ilícita também...ilícita é a hipocrisia verde e amarela! humhum...tem sido uma frase inteira e cheia de sentidos: apertar a sua mão...humhum...
domingo, 18 de março de 2018
essas balas...
Às vezes sinto meu coração em pedaços, uma dor sem
cabimento, um aperto que é mais dos outros do que de mim. Lembro dos mortos e
das dúvidas: por que? Principalmente se for morte de covardia. Aquela que rir e
olha nos olhos antes de executar. Meu corpo treme e meus olhos se desmancham e
essa dor não é minha? Uma desesperança me toma, meus pensamentos turvos, as
forças em fios estilhaçam em algo difícil de juntar. Fazer o quê? Uns
perambulam, outros gritam e se vestem com camisas e cartazes, há os que
ascendem velas e os que xingam por justiça. Palavra rala, “de cor branca”, sem
medida “longe da balança”, uma mentira “contada mil vezes se torna uma verdade”.
Essa ilusão que nos diz: há esperanças. Há? No ar, resta tentar. Mesmo se for
erro e tentativa. Do meu íntimo, sempre barquinho, sentido no rosto e na boca o
sal do mar e da terra. Terra mais uma vez vermelha. Regada dos sangues negros.
Como não doer? Tá doendo tanto. A menina Maria tá certa, como não vingar? Como
não querer usar ferro, fogo e também matar? Há que serve a medida, se a régua tá
torta e a reta é só uma metáfora científica diante da natureza indômita, voraz,
que domina via carnificina. Eu vago no mar revolto, eu explodo, eu morri por
volta de 21:30 de uma noite de quarta-feira, em uma capital do meu país.
domingo, 11 de fevereiro de 2018
Saudade
Se sente de quem ou do que se tem falta. Eu não sinto.
Mas, passados meses, a gente não se despediu. Das últimas vezes, você me pediu isto aqui. Eu neguei. Por que? Queria você longe. Não era para ser para sempre. Mas, do jeito que eu te tratava você devia sentir que não iria fazer falta. E dias antes eu perguntei a ela, ela aquela mulher entre nós, se ela estava viva. Mais uma ironia do nosso destino. Destino é coisa torta mesmo, mais do que curva sinuosa em estrada desconhecida para motorista aprendiz. E quando eu soube que se foi pra sempre: tive medo de você ter deixado algo para mim. Sobretudo, o poema que me prometeu e me disse: não tá saindo. Eu não me importei. Eu não queria nada. O nosso grande mal é esse: chegar a esse ponto do descarte vivo. Fazer questão do outro sentir que não desejamos mais nada que vem dele ou dela. A gente mata a pessoa. A pessoa nem precisa morrer para sempre. Mas, você que sei que me amava e eu que sei que te amava de jeitos mais retorcidos que a estrada foi para sempre. Como foi? Por que foi? Não sei. Não adianta saber. Nada altera o fato: te devo alguns encontros e algumas levantadas de copos cheios de cerveja. Te devo um aperto de mão, um sorriso, um abraço, seu beijo suado. Se um dia nos reencontrarmos no além, não prometo, mas sei que pago. Um dia em um insight - acho que devo ter aprendido tal palavra com você, que não economizava em palavras! Eu disse que ADEUS, É UM DEUS, PERMEADO DE MAGIA! Então, ADEUS: esteja onde estiver, sei que tá entregue a magia, a algum encanto, desses de bom baiano da Bahia, abençoado pelo Santo São Lazaro, soprado pelo seu gêmeo empipocado Omulu. Tudo é luz, que cê tenha encontrado a paz, o amor e o paraíso com virgens dos lábios de mel.
Sangue
Por que você some?
Eu machuquei meus tímpanos, quando cocei as orelhas com o bocal da caneta. Sangrou. Deu pra sentir com as pontas dos dedos. Solto sangue. Mas, que minutos depois coagulou e grudou nas pontas dos meus dedos. Ver isso, suspendeu minhas ideias. Lembrei do sangue que escorre todo mês. Que sou bem indiferente a esse. Que sei que doí mais, bem mais. Porque é sangue que anuncia a dor. O vermelho vivo, intenso e morto ao mesmo tempo. Cheira a ferro e a podre sem demora. Prenúncio da vida, da doença e da morte. Não sei se é imagem, ou, gosma. Mas, representa e é o que é. O gosto da boca partida que a cada gole da saliva se quer apagar. Úmida ferida aberta. Cicatriza? E logo virá outra. É se esbarrar num prego, o roçar da batata da perna na descarga da moto, o joelho no concreto, as mãos arranhadas depois do afago na gatinha de estimação. Sangra por amor. Por lutar. Por viver. Se fortalece com as transfusões negadas pelos fanáticos cristãos, que preferem beber o sangue de cristo em ocasiões especiais, a galinha a molho pardo, o pescoço do frango cortado e posto no tacho para o deus Exu, nas encruzilhadas da vida. O sacrifício é o sal da terra vermelha, rachada, sedenta de vida. Que engole a gente por pura terrafagia e nos alimenta, pois fertiliza as culturas que dela brotam. Raízes de urucum vibrantes sob a luz do sol. Que raia e se põe na dor latejante que se esvai por si, por fim.
sábado, 23 de dezembro de 2017
My english...
quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
Acabou o chorare
Tive que te conhecer para me dar conta de coisas sobre mim que havia abandonado. Coisas que me disse de você e eu simplesmente me vi. Tive que te ouvir, te ler, quando te vi, segui vendo, mas para você não fora o que foi para mim. Não te culpo. Agradeço. Eu sofro de adivinhação. A cada identificação: eu chutei: sobre você ser minha "alma gêmea". Nem diga o quão cafona eu sou, por em poucas palavras já por as cartas do meu destino a mesa assim. E para completar o seu sorriso! Sorriso que lembrava o do meu segundo amor platônico. Pessoa, que só de lembrar minhas bochechas fazem covinhas de felicidade - e ela, nem sabe, que eu existo...como devem ser os amores platônicos. Já você, vulga "alma gêmea", nem esperou esquentar em meu peito o que escapava dos meus dedos, dedos, dedos, que você soube aproveitar...tentei, juro que tentei, me deliciar com os seus, mas não deu...havia algo desconexo com os nossos corpos, algo que não estabelecia diálogo apesar do atrito e do afago. Eu não consegui te fazer um bom cafuné, porém amei tocar os seus cabelos e sentir o cheiro e perguntar do seu shampoo! Pois é...o silêncio nos sufocou! Mas, você me dizer que não é de dizer, você me dizer que não é de interagir, ou de sair, você me dizer que curte musicais, você me dizer ser chata e problemática, dizer que faz terapia e que não consegue concentrar para escrever, embora ame, ame ler e presentear livros, dizer que tem dois irmãos e poucos amores, paixões e amigos, que prefere dormir a ir para balada, que tem medo de pegar a estrada...que gosta do conforto da sua casa e dos sucos da casa da sua melhor amiga e me dizer que não esta preparada, que ainda não, e agradecer pela "aventura"...mesmo sendo tímida, e mesmo tendo odiado o barulho da cama e a falta de box no banheiro...moça, você disse tanto! Disse mais e eu encanto...qual sua fruta favorita? Banana! - ah, odeio manga! hum...eu amo manga! - é minha fruta sexual favorita! Moça, você disse tanto...tanto que eu queria ficar te ouvindo em silêncio...eu quis o silêncio, porque eu ainda estava apaixonada! Moça, você cavou minha cova e fez o que jamais saberá por mim: fez acabar o chorare! Acabou o chorare...Você se foi e eu não pude ficar...admiro sua coragem para não deixar eu sofrer por você! E assim, ela me ganhou para vida ^.^
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
Presente de aniversário.
Ao reler um texto percebi um erro, e questionei: óh quanta diferença faz nos sentidos a troca de uma letrinha, "eLa/eRa", curioso tal qual o erro do tempo verbal, que deve ter A VER com ansiedade, que atropela o raciocínio lógico...Rrr..ri, do rio, raso...choro engasgado cachoeira abaixo.
Tudo isso para perguntar: conhece o Philip? Quem? O Philip com PH. O velhinho é um estrondo, desses que são som e fúria. Deveria conhecer, o sobrenome dele é, acho que é, Glass. E se teletransportar, vai de elevador. Leva uns lencinhos no bolso e ver nu que dá.
Tudo isso para perguntar: conhece o Philip? Quem? O Philip com PH. O velhinho é um estrondo, desses que são som e fúria. Deveria conhecer, o sobrenome dele é, acho que é, Glass. E se teletransportar, vai de elevador. Leva uns lencinhos no bolso e ver nu que dá.
sábado, 24 de dezembro de 2016
O poder mágico do café!
...mal acordada brotam lágrimas diante das cores da TV. Talvez seus sons, algumas mensagens afetivas de natal, um sorriso marginal que despertou alguma lembrança ou sonho de dias melhores. Agarrei-me ao terço da minha mãe, velho, castigado, marrom e tão forte. Não por ter fé, tenho pouca, mas pela sensação confortável daquelas contas passando pelos meus dedos finos e lentos. Ao certo a incerteza de por quê isso e de pronto mais lágrimas e paz. Sinto uma exortação, um esvaziar do próprio vazio momentâneo. O trânse é interrompido por mais vozes da mãe dizendo algo sobre a cozinha e cozinhar, da TV falando coisas que não me detive. Respondo algo que também escapam aos sentidos. Penso no poder do café, mal acordada e volto ao banheiro, arranco as roupas e canto, um canto meu, uma invenção qualquer, algo que gravo e sigo inventando o quê chamo de música. Isso alegra e preenche, pois arromba as portas dos meus sonhos mais íntimos, profundos, genuínos ao passo que bobos. O quê se busca encontra-se eternizado em si, tal qual um poder mágico.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
A cena
Não sei porque, mas sempre em movimento, em trânsito como
epicentro. Estava andando pela rua distraída, sem muito me deter a nenhum
pensamento, segurava um livro que estava lido até a metade, tinha acabado de
atingir a página 150, 50 laudas só no consultório médico. Meu objetivo era chegar a banca de revistas.
Nos esbarramos, o livro caiu das mãos, nos abaixamos para pegá-lo e nesse ato
nos entre olhamos pela primeira vez, ali vi um brilho intenso e dissemos ao
mesmo tempo “desculpa”. Levantamos e acenei com a cabeça um sim, de tudo bem,
nos demos as costas e logo viramos, também ao mesmo tempo, as cabeças para
trás, mesmo os nossos corpos indo, os nossos olhares tramavam ficar um pouco
mais. Milésimos de segundos, tempo suficiente para eu me apaixonar (não posso
falar por ela, mas penso que foi recíproco). Parei e me voltei em sua direção,
ela viu e parou ao meu sinal. Troquei algumas palavras dizendo ela que meu
gesto parecia loucura, mas mesmo assim eu iria arriscar e pedi seu número de
WhatsApp. Não existia mais coração em mim, mas um liquidificador velocidade
máxima, não deu para conter o suor frio e as mãos trêmulas, algo bem primeiro
amor, desses que falta oxigênio no cérebro e dificulta o processamento das
ideias. Outros milésimos de segundos, verdadeira eternidade. Ela disse “tudo bem” e foi dizendo o número. O
nervoso aumentou e mesmo com as vistas embaçadas conseguir digitar e salvar na
minha agenda. Nos despedimos com o meu obrigada e sinalização de que a mandaria
uma mensagem. Dali em diante a euforia e o medo me invadiram, com mil “sis” na
cabeça e o coração galopante. Esqueci da banca de jornal, entrei em um jardim,
avistei uma sombra e sentei embaixo da árvore. Precisava respirar.
quarta-feira, 29 de junho de 2016
Dos tempos 18: revolver...
É horrível se ver pelas lentes do outro, assim forjar-se uma imagem de quem tu és! Ah, a mais negativa possível. Aquela imagem escrota que nem merecia o status de ser humano, mas, enfim você reconhece, se identifica na lama, como escória putrefata. E não para aí. Você faz o mesmo com tudo em volta, é sim, projeta suas frustrações nos outros, no outro, nela. A batalha da vida posta. Os sentidos são desvendados, tal qual os abutres que farejam carniças à quilômetros. A vida é isso? Conviver é isso? Eu devo está mesmo numa bad! A bad do século! Eu estava tomando café e ela foi falando sem parar, disparou: você é arrogante! Chata! Insuportável! É difícil conviver com você! As vezes canso de ser humilhada e tenho vontade de ir embora. Me comparou com outra pessoa: você diz que ela é grossa?! E você? Briga sem motivos, leva tudo no peito, não tem senso de humor! Você deveria aproveitar seu estudo e melhorar esse seu lado! Você não é fácil! O que quer, morrer sozinha?! E foi assim, que a saga do meu comportamento esquizofrênico dos últimos dias foi cuspido na minha cara! Ela só faltou dizer que sou egoísta! Não, neguei nada. Confirmei! Eu não presto e pior tenho um comportamento destrutivo com tudo e todos a volta. Desconfio seriamente que não sei amar e reluto em ser amada, seja por quem for. Triste, porém confortável. Me isolo, fico em silêncio, não ouso a entrar nas redes sociais, aproveito o frio e ouço músicas, vejo filmes, leio, durmo, como e a vida basta. Também penso, mesmo sem querer, em tudo que sei sobre mim, alguns fleshs de memória do que me disseram ou ouvi nesses últimos dias brotam, e teimam em ficar, se contraem e expandem tipo enxaqueca de ressaca. Os retruco e os afasto, sufoco, não quero guardá-los, quero esquecer. Mas penso: faz análise. Tenho ouvido muito isso. Mas, para quê? Nunca simpatizei com isso, tenho pavor a estranhos! Pavor. Antes eu achava que quem tem amigos não precisam de analista. Quem gosta de escrever também não. Quem tem mãe também não. Mas, não está funcionando mais. Porém, me recuso, chego a odiar essa ideia. Nunca tive medo do desconhecido como algo novo, experiência nova e desafiadora, mas em relação a isso, sempre fui reticente. Pergunto: o que temo? Que me faça bem? Que eu fique dependente? Que finalmente eu encontre o caminho do meio e cresça e abandone todas as amarras que me sufocam agora. Tatuei um passarinho no braço, e ainda quero um balão, ambos sinalizam a liberdade, a esperança, se achar sem destino, só viver, sem esperar nada, de nada, de ninguém, só presenciar. Mas, ainda estou na gaiola, a portinhola ta aberta, mas estou encostado nas grades, triste, amofinado, só...eu sei de tudo isso...Eu voltei pela quarta vez lá, naquela ilha, e me dei conta que sempre ocorre algo de muito ruim quando lá estou, cheguei a comentar o quanto isso me incomodava e como não sabia o que me deixava tão transtornada. Todos gostam de lá, do clima, dos ares e possibilidades. Não, que não goste, eu gosto bastante, mas lá eu vejo pessoas que simplesmente revoltam a minha existência só por existir! Isso é patético e óbvio ao mesmo tempo para um sonhador. Lá o passarinho ver borboletas e questiona sua beleza, sagacidade e se pergunta, enfaticamente, e por quê só você que não avoa? Atordoado em si, moribunda na gaiola pesada que comprime os restos da paz. Para sua sorte, ela é uma flor, e seu coração, abrigam ela, o passarinho e mundo, com um altruísmo selvagem, que nos dá medo e rende lágrimas. O que está certo? Nada, a vida, que segue, entre mau trados e bondades.
Algo de Bia, algo de Joana, algo de algo...
sexta-feira, 24 de junho de 2016
Dos tempos 17.
Vamos lá.
Há uns três dias que sinto um cheiro de chulé! Aqui dessa
posição que me deito na cama. Quarto frio, amplo. Mas, não tenho chulé! O que
pode ser? Se não passar até eu voltar irei investigar. Mas, o que pode ser? Uma
bola de mofo gigante, que pelo odor já teve ter tomado o colchão. Nossa, como
isso é nojento, um campo de futebol de botão em forma de mofo! Idiota, não?
Agora, o mofo vira ideia fixa, e penso que qualquer dia não acordarei mais, pois
o mofo da cama me cobrirá como fez com o colchão e morrerei asfixiada! Um tanto
dramático. Agora me sinto nauseada e entalada pela ideia fixa e paralisante do
mofo. Acredite é uma sensação horrível, uma verdadeira bad! Viagem ruim, e ás
vezes, penso que sem volta. Sobretudo, rs, palavra engraçada! Quando não
controlo mais os pensamentos. E ao escrever lembro o tanto que gostava de
escrever. E que uma dia quis escrever um livro. A vontade aumentou depois que
conheci o Caio, não, não era qualquer Caio, mas o Caio F....é, ele mesmo o Caio
Fernando de Abreu! Sabe que não consigo lembrar como o conheci, mas lembro que
foi um dos melhores encontros da minha vida. Alguém que finalmente traduzia o
que eu sentia calada e de forma subterrânea. Ele via e vivia tudo que vivi e
queria viver. Até a dor, de forma disfarçada sobre o admitir-se amar.
Metafórico, viajado, o quê foram aqueles seres de luz naquele conto do Ovo
Apunhalado? Tudo era estranho e curiosamente atraente. Cada palavra atravessada
por sensações! Tesão. Nem Jorge Amado conseguiu arrancar de mim algo parecido
(só anos bem depois eu entenderia porquê!). A sensação mais apropriada, talvez
seja, excitação. Conexão. Ele escrevia o que eu pensava. E eu me
envolvia cada vez mais. Até que: passamos a esconder o meu maior segredo. Ou
seria abrigar, ou seria compartilhar. Na época eu estava apaixonada. E ela
também parecia estar. Ambas o amávamos. Parecia mesmo um triângulo amoroso. Ela
também queria escrever um livro. Nós éramos jovens e até tentei escrever um
livro. Coisas do amor. Um livreco sem pé nem cabeça. Para começar nem existia
uma “história” propriamente dita; Eu achava que simplesmente tinha que
acontecer. Brotar dos sentimentos e deixar os dedos fluírem. Tipo sexo lésbico
selvagem. Aquilo parecia um vício! Não, não o sexo lésbico (isso é o paraíso),
mas aquela química entre eu, ela e o Caio F., Samambaia, uns dos contos dele, ou
crônica, das que mais gostávamos. Eu tinha audácia, gostava de arriscar e me achava muito boa ( um tipo pseudo intelectual juvenil, pela carga de leitura,
até que passava, mas nunca fui isso e Joel Rufino, outro caro, me ajudou a
confirmar anos depois que nunca fui, nem serei uma intelectual – outro que pensa o que eu sempre pensei). Ela ainda
elogiava uma poesia e outra que escrevia, ou música, só de lembrar sinto
vergonha o tão patético que era, eu era letrista! Ou achava que era! Cantora de
banda de rock. Gente, agora entendo o que é a verdadeira amizade e até mesmo o
amor! As pessoas que ouviam aquilo, que eu chamava de música, deviam me
amar...e por que? Putz, eram porcarias adolescescas! E psináticas!!! O fato é que nunca tive talento, apenas um
pouco de imaginação! E muito sonho! Falando assim, me dá tristeza. Acho que
parei com tudo isso. Ou melhor, abandonei. Quando eu tinha os cabelos grandes,
me recordo de um brinco de pena indígena que comprei dos pataxós na faculdade,
que eu simplesmente amava! Algo atípico, pois nunca gostei de nada ornamental e
feminino. Usei por anos, até que os perdi, nem sei como. Sentia falta, doeu até,
só que esqueci. Era como uma mácula. Se si apegar sumirá! Pois bem, repetidamente
vivia perdendo os brincos que gostava. Não sei como, com as pessoas também é um
pouco assim. Amigos, familiares, amores. Meu eterno desleixo. Desconfio que não
gosto de outras gentes. Ou que não gosto de mim. E falo apenas por obrigação.
Odeio falar, principalmente quando falo demais. Esse homo. Humano demasiadamente
humano. Nunca li. O odor persiste no ar.
Não virarei o colchão. O mofo vigora no inverno.
Antagonista de Alexandra.
quinta-feira, 23 de junho de 2016
Dos tempos 16: Combinado!
De ano em ano apareço por aqui. Não está escrito, não houve pacto, nem mesmo velado. Algo me atraí a este baú de recordações, ou seria invenções? Não sei (minha frase mais comum!). Mas, sinto, meu peito acelera e minha respiração fica ofegante, aqui reúno todas vocês (paixões, amores, frustrações, raivas, dores...tudinho!). Se fossem retalhos teríamos mesmo uma colcha linda de tão colorida! Os dedos correm rápido pelo teclado. Meus pés, seguem gelados. A sensação é quase a mesma, estranheza, confusão, paixão...o que resultará? Não sei (outra vez). Sinto que cavo o poço com as mãos e cada vez mais sou atraída para dentro dele. E o pior é que arrasto tudo ao redor. Aiai, coisas que persistem, esse comportamento destrutivo e asfixiante. Não adianta reinventar, parece erva daninha, quanto mais corta, mais cresce. Esses dias, pensei em viajar. Mas, ainda me nego a fazer planejamentos, embarco numa furada! Só deu certo uma vez, por que já nem sei! Exceto por eu ter estragado algo que seria uma bela amizade de verão, sol, cachoeira e a maçã mais gostosa da minha vida. Parecia um sonho, até que foi, mas a ansiedade destrutiva fincou a unha rasgando tudo. Ah isso doeu. Minha capacidade de ser infantil se supera! Como agora: eu a pressiono, a sufoco, ajo como uma idiota insensível, egoísta que parece que não passou por isso! Chego a ser cruel. Ela se culpa, tenta entre um desabafo e outro achar o erro (em si). Reconheço minha maldade, na verdade, esquizofrenia, a peço que não se culpe ou se desculpe (se repete)! Ela não compreende, afinal adora contestar tudo, e isso não me ajuda, me estressa, e meto os pés pelas mãos, ou melhor, não seguro os pensamentos, a língua e falo (o desnecessário). Ela revida, diz que sou grossa, chata (demasiadamente chata! - que horror, se ver pelas lentes do outro!), eu me calo. Fico pensando, por que estamos nessa?! Reflito friamente: você deixou de gostar de mim, essa de dizer que não presta e que mereço alguém melhor, que me faça feliz! Ah, isso é um sinal apocalíptico dos fins dos tempos! A essa altura, ela se sente louca e eu também (tenho a sensação que a minha história se repete! Evito revelar isso, seria o fim!). Não acho que é por mal, nem meu, nem dela. Sou cética quanto a isso, parece mesmo que os sentimentos mudam, se transformam e o que foi um dia já não dá para ser mais (eu vivi isso com uma bela estrelinha e a amizade prevaleceu e não sobrou mágoas, o melhor dos fins!). Eu disse que teríamos que ter coragem para reconhecer isso, só disse, porque eu mesma não tenho! Ela me perguntou se eu era feliz do lado dela: eu fugi, disse coisas vagas, do tipo: a felicidade é relativa! Ter a decisão na mão é tudo que não queremos ter! Como disse o Pequeno Príncipe: somos responsáveis pelo que cativamos! Pois é, por saber disso, que exitamos em decidir. Covardia. Eu também disse que ela poderia decidir e saber o que era melhor para si, como também disse, que a decisão seria nossa! Estrangulamento que me desarma quando ela disse, não sei se por sentir ou se apegar ao que temos: só tenho certeza de uma coisa, que te amo e que quero continuar com você! Ela também já me disse que a incomoda saber que o que me prende a ela é esse amor. Quando ela diz, não saber o que está acontecendo consigo ou que gosta de mim como sou! Eu me desespero, pois eu pressinto o que seja, ela nega (confusão total, sabotagem nossa)...Aos poucos ela acorda, aos poucos eu adoeço. É um paradoxo. Imagine uma corda e a correnteza. Ambas precisão se salvar e uma depende da outra. Nesse momento já não importa quem está no mar ou quem está em terra firme. Uma se afoga e perde as forças, a outra perde as forças e vai sendo arrastada para dentro do mar. E agora Joana? Me sinto uma bruxa.
domingo, 19 de julho de 2015
Covardia!
"Gargalhando e sorrindo de agonia
Se acaso eu chorar não se espante
O meu riso e o meu choro não têm planos
Eu canto a dor, o amor, o desengano
E a tristeza infinita dos amantes"
(Agalopado, Alceu Valença)
A chuva descia mansa no céu, seu corpo nudo, no meu pouco
carnudo, encaixados de um grude leve do clima tropical. Eu por baixo, tu por
cima. De fora se via a sombra da forma dos nossos corpos tremula a balançar,
projetada nas paredes em um vai e vem desassossegado de nós. O palpitar do seu
coração batia dentro do meu. A luz da lua nossos olhos invadia. E você sussurrou
mansinha: “Não foge, mas o mundo podia acabar agora!”. Em seguida o trovão rachou um raio que queimou as flores do nosso quintal. Nosso enlace do susto se
desfez, não teve aperto de abraço pra juntar. O que a loucura não persistia, a razão tola de
cada dia toma lugar.
sábado, 27 de junho de 2015
Dos tempos 15.

Antônia, ela não é tão intensa quanto seu nome induz pensar,
mas nesse pouco tempo já está a dominar meus pensamentos, com toda fúria de uma
paixão distraída! Já ela me acha intensa, e ainda não nos vimos, isso parece
tão piegas! E machista! É pensar ser o máximo só porque outra pessoa lhe
retribui atenção. Também soa imaturo, como esse verde espinhoso, que a maioria
dos homens másculos portam. Uma tal vaidade! É vaidade de leão! Que faz de tudo
para abater sua presa, que “só pela atenção” parece fácil. Lamentável. Depois
de tanto tempo sem amar, eis que me apaixono, ou penso que me apaixonei, ou
simplesmente afago o ego tentador da confiabilidade da conquista. Tolo demais.
Eis das coisas que sei que não posso enfiar os pés pelas mãos, mas enfiarei. Eu
estou evitando termos picantes, não quero que ela pense que é só sexo. Mas desconfio
que não sei o que é. Eu deveria imaginar cada centímetro do seu corpo nu antes
de transarmos. Mas ainda estou preso aos beijos. O que quero? Explodo de
curiosidade a cada insinuação. Ela me atiça, eu finjo não perceber, recuou,
depois volto ao ponto de partida com força. Não pensei em “vai e vem”, não com
ela! Pensei em algo em 3 ou 4D. Que ela me surpreenda e que eu não broche, seja
lá porque motivo for! Rezarei por isso!
Avante, Marcio! Levante! rs...
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Escatológica!
“...é que arde o medo, onde o amor ardia...” (Viajante, Ney
Matogrosso)
Senti minhas partes íntimas piscarem contraídas em si,
involuntariamente. Músculos! Como podem agir por conta própria e sem contexto?
Sem mirar objetos de desejos? Sem nenhum estímulo criativo? Será que assim como
a pele flácida das minhas pálpebras essas outras partes minhas igualmente me
fogem? És fuga ou escape? As partes se rebelam e me escapam de sentidos. É mais
espantoso do que espetacular! Sempre me assusto com esses golpes corpóreos – meus
pequenos e grandes lábios contraídos involuntariamente e reverberando nas pregas do meu cú!
Totalmente obsceno! Você sabe o que é isso? Não jogue pedras, caso não saiba!
Me é totalmente obsceno.
“...tirado os panos das paredes com todos os disfarces, tudo
fica feio...” Caio F.
Sinto esse constante pulsar na vulva, como se quisesse
expulsar algo que nem sei (o que é). Continua seca o que reforça o involuntário
do ato, indesejável, persistente.
Treme, treme, treme-se toda. Cachorra epiléptica...late,
late, late sem raiva, sem tapa, só eu ouço e o resto escapa. Bach, Bach, Bach
acalma essa danada! Que só Jazz, que só Jazz...descontrolada, diz o que eu não
quero saber!
“...qualquer coisa intensa como um grito...” Caio F.
Inspirado em: Sobre sete, documentário de Bruno Polidoro.
2013.
Imagem de Gustave Courbet, A origem do mundo.
Um dia depois, de passados um ano! Feliz coincidência!
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Não, eu não escrevo mais!
Por que?
Poderia dizer: falta amor e consequentemente falta dor!
Mas, na real: falta é tempo!
Eu adoro escrever, e escrever a reflexão dos meus
sentimentos é a minha especialidade. Também não escrevo mais porque cansei de
escrever sobre o “tédio”, algo que torna a escrita maçante!
Talvez falte mais paixão, rs...parei com essas coisas, acho
que estou a crescer sentimentalmente...
Um dia darei continuidade a minha ‘seção’ – dos tempos!
Porque é sobre fases da vida, momentos, envolvendo diferentes eu (s) e
inventados eu (s) (vários deles) e isso me agrada!
Enfim, para escrever, além de tempo e paixão, preciso deixar
fluir a imaginação – algo que também gosto muito (pense em uma viagem sem
destino certo, nunca sei onde vou parar só sei que vou indo, me deixando
levar)!
Então, não sei quando retornarei a escrever aqui! Não sei
mesmo! Mas um dia voltarei ^.^
Sobre a imagem: achei essa imagem navegando na internet, salvei, ela me atraiu de uma forma! Perceba que a leveza da moça se confunde com o evaporar da fumaça que sai da sua boca. Ela fuma, e, isso atualmente me atraí (dane-se o politicamente correto e a saúde). Me fascina a fumaça sendo exalada da boca. E a tatuagem no seu braço, rosas vermelhas, algo que contrasta com o tom da sua pele, quase pálida. Algo que curto, tenho e me atraí igualmente. Mas o ponto alto da imagem é o olhar: seus olhos semi serrados numa espécie de transe, introspecção, embebida em pensamentos firmes e aparentemente vagos. O resto da imagem poderia ser apagada, o olhar se torna o centro de tudo. O sustentáculo do que está a volta - inclusive o resto do seu lindo corpo, coberto pela sexy lingerie preta, o que suaviza mais ainda a sua languidez. O olhar, lateja de suspense: e faz da moça: atração fatal.
Vê-la é deixar fluir a imaginação, que não se esgota na busca tola de atingir o seu mistério. A imagem foi por mim significada. Ultrapassou: a forma, a estética, o culto ao belo. Me tocou. Tornou um ser em si e para si: é e impacta pelo que para mim passou a ser (paixão): paixão transformadora! E contudo: fez com que eu escrevesse novamente! Com toda viagem imaginativa que me é peculiar. Surgiu do nada e resultou nisso! Enfim: quando a inspiração não aparece, eis que se quisermos, temos que inventá-la. Então: o amor e a dor, também são criações necessárias para seguir na agonia prazerosa de viver! Que venha a escrita!!!
Vê-la é deixar fluir a imaginação, que não se esgota na busca tola de atingir o seu mistério. A imagem foi por mim significada. Ultrapassou: a forma, a estética, o culto ao belo. Me tocou. Tornou um ser em si e para si: é e impacta pelo que para mim passou a ser (paixão): paixão transformadora! E contudo: fez com que eu escrevesse novamente! Com toda viagem imaginativa que me é peculiar. Surgiu do nada e resultou nisso! Enfim: quando a inspiração não aparece, eis que se quisermos, temos que inventá-la. Então: o amor e a dor, também são criações necessárias para seguir na agonia prazerosa de viver! Que venha a escrita!!!
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Só uma palavra espremida
Amor. Tudo que saí esta nesta palavra espremida. Amor. O que
sobrou. Amor. Não sei se ainda presas (as borboletas) no estômago ou em forma de nó
na garganta. Amor. Pode ainda está sufocado em um peito ainda
estrangulado. Amor. Restos de uma fotografia repartida em mil tacos e estes
espalhados dentro de caixinhas e estas jogadas em esconderijos camuflados em
uma penumbra relutante. Amor. Outras bocas em uma busca incansável do mesmo
beijo. Amor. Lembranças torturantes no cair das tardes. Amor. Usar os sites de
busca na esperança de saber alguma notícia. Amor. Achar um papel amarelado
e no verso um nome completo com dois números de celular, CPF, RG, endereço,
e-mail. Amor. Do achado concreto o mundo desabar, fazendo entrar em erupção uma
angústia que a custo adormecia. Amor. Sentir o sangue circulando nas veias e os
olhos saindo faíscas, tal qual, estivesse mediante a você e não apenas diante das
lembranças tão remotas. Amor. Cegueira. Amor. Atrapalhar o raciocínio e usá-lo a
favor do impulso do momento. Amor. Ligar ou não ligar. Amor. Liguei. Amor. Cada
chamada um soco no estômago. Amor. E se atender. Amor. Falarei algo, o que.
Amor. Não direi nada quero apenas ouvir a sua voz, sem que saiba que sou eu.
Amor. E caso eu ouça a sua voz, será que aguentarei só ouvi-la. Amor. Vai
atende logo. Amor: Após o sinal deixe seu recado na caixa de mensagens. Amor. Ufa,
foi melhor assim. Amor. Droga eu ia fazer a merda do ano. Amor. Sempre faço
merda. Amor. Estava demorando. Amor. Droga. Amor. Por que não te esqueço. Amor.
Óh céus, me ajuda senhor. Amor. E o pior é que nem deve lembrar que eu existo.
Amor. Eu sou patética. Amor. Devo sofrer de carência aguda. Amor. E ainda me
gabo da solidão. Amor. Tá vendo como não ia dá certo. Amor. Será que vou morrer
te amando. Amor. Isso não é drama é pura tragédia. Amor. Volta para mim. Amor.
Diz que também se lembra. Amor. Que sente saudades. Amor. Não vai acontecer.
Amor. Eu sei. Amor. Continuará sendo só uma palavra espremida. Amor. Agora
tenho dificuldade de escrevê-la, pronuncia-la, vê-la, senti-la. Amor. Só.
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